Veja só! Um cabide me inspirou a uma pesquisa.

Published in Mensagem da Redação
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Ai... dos que por suborno absolvem o culpado, mas negam justiça ao inocente (Isaías 5.23).

                Por causa da índole corrupta, gananciosa e enganadora do homem; perito em tirar vantagem de tudo e de todos, Deus registrou na Bíblia muitos versículos alusivos à corrupção, ao suborno, à injustiça, à opressão e deslealdade que sempre foram práticas do ser humano. Adverte-nos o tempo todo. Reflita se no âmbito pessoal, familiar, social, profissional, educacional, financeiro ou econômico e espiritual, você tropeça num destes versículos: Levítico 19.13; 35 e 36; Oséias 12.7; Provérbios 16.8 e 11; 11.1; 22. 16; 29.4; 28.8; Miquéias 6.11 e 7.2 e 3; Isaías 1. 23; 10. 1 e 4; 33.15 e 16; Deuteronômio 25.13 ao 16; Colossenses 4.1; Malaquias 3.5; Êxodo 22.25; Salmos 112.4, 5 e 9; Ezequiel 18.5,7 e 9; 22.12 e 13; Lucas 3.12, 13 e 14. Muito me empenhei para passar uma mensagem sobre um mal que tanto aflige a todos, corruptos e corrompidos. Tem muito mais do que encontrei; a Bíblia é vastíssima. Acordemos em tempo! Leia primeiro. Medite depois, com calma, em cada versículo.

                Um cabide foi o motivo que me levou a este texto. Muito embora tenha sido um cabide, exponho de antemão sobre a farinha de trigo integral orgânica moída em moinho de pedra que permite a conservação de todos os nutrientes do trigo, empacotada lindamente à vácuo, que meu filho caçula comprou por R$ 4,50 sem estar na oferta da semana. Preço normal. Vasculhei uma deliciosa receita de biscoitinhos de coco na lateral da embalagem, refleti sobre os nutrientes preservados pelo processo, alisei o pacote muito bonito e me pus a pensar: Não é comum as pessoas comprarem os produtos integrais orgânicos. “São caros...”, sugerem. Entretanto, nos carrinhos de compra visualiza-se biscoitos recheados, fardos de Coca-Cola família, de cerveja, enlatados caríssimos, embutidos riquíssimos em sódio e conservantes, muita moçarella e presunto... e alguns pacotinhos de farinha de trigo branca, sal e açúcar refinados que arrastam todo cálcio do nosso corpo, e mais... muito mais. É a auto corrupção. A própria pessoa corrompendo a ela e à família. Estragando a saúde. Economiza aqui e gasta lá. Corrompe-se e, aos seus, sem tempo de dar uma caminhada com o exemplo corruptivo de que deitar-se à frente de um jogo ou ver horas de televisão é mais saudável que o prazer da caminhada em família. A corrupção é incentivada por toda parte desde a infância. É simples demais corromper na tenra idade satisfazendo os gostos do paladar, do vestuário impróprio, dos comportamentos viciosos prejudiciais que corrompem os bons costumes e a felicidade futura. Não importa que não seja bom ou correto. Satisfaz-se gostos apenas. Está lá o carrinho cheio de baboseiras no supermercados e nas gavetas das crianças que, bem cedo, aprendem a se corromper e a corromper, quando, já faz tempo, um abraço é pago em moeda corrente: “Te empresto o carro em troca de um abraço”. Um abraço corrompido, que dispensa explicação. “Tire boas notas que te dou a moto que você quer”. “Fica bonzinho que te levo ao shopping”. O abraço como manifestação de amor, carinho e afeto, deu lugar a um empréstimo fraudulento. Emprestado o carro, o amor acaba e não tem mais abraço. Notas boas não é preciso tirar mais nem empenho nos estudos que motivem a ser alguém necessário na sociedade; a moto já está ganha. Ser bom é condição para ir ao shopping, não um atributo para formação de um caráter cristão. O dia que não for ao shopping não precisa ser bom. Comprei alguns cabides de madeira, faz algum tempo. Lindos e fortes! Muito bem feitos e envernizados com primor. Maravilhei-me! O bom torneado não deixaria marcas nos ombros do vestuário. Julguei serem baratos pelo que meus olhos viam. Levei-os feliz! Eu nunca vira, em toda minha vida, os veios de uma madeira formarem arabescos tão lindos e diferentes! Eram acinzentados, com vai-e-vem muito inteligente.

            Joguei a nota fiscal fora. O tempo passou e toda vez que eu usava um deles, deitava meus olhos nos arabescos que os envolviam. Um dia, ao pendurar uma roupa, o gancho se soltou e a parte da madeira caiu de ponta! Que susto! Os lindos arabescos se soltaram e deles saíram desesperados amontoados de cupins e ovos que não acabavam mais. Fui corrompida através dos olhos e sem saber! Fui enganada! Traída! Que vergonha! O artesão corrupto trabalhou nos detalhes enfiando não sei que massa nos buracos de cupim, usando uma madeira fraudulenta. E eu não conseguia descobrir por que cupins estavam atacando um móvel antigo de madeira maciça que gosto muito!

            Que impacto eu tive! Comprara ninhadas de cupins trabalhadas com garbo, arte e muito primor na ocultação delas. Que maldade! Cabide por cabide... todos com cupins! Fiquei imaginando com que naturalidade esse artesão esconde os cupins tão bem fazendo os cabides com tamanha corrupção! Uma corrupção perfeita!... aos olhos dele... somente aos olhos humanos!... Que alma generosa na propagação de cupins! Enganadora! Não teria sido muito melhor este artesão se envolver com madeira mais em conta, com matéria prima menos dispendiosa, sem lucros ilícitos, sem subornar o comprador e soterrando cupins sob massa, cola e verniz? Quanto trabalho para se corromper e corromper. Outro dia vi uma foto de uma borracha antiga que prometia apagar manuscritos de lápis preto com a ponta branca; e de caneta com a ponta azul. Quando adolescente, sofri com essa borracha, pois o lado branco sujava o papel e o azul chegava a rasgá-lo mas nunca apagou tinta. Vi um vídeo também, de um abatedouro de frangos que injeta água neles depois de abatidos e põe para congelar. Então, compramos dois quilos de frango e comemos um. Entendo que a humanidade está gigante. Não tem mais tempo de uma galinha viver um ano para ser abatida, uma verdura, três meses para chegar na colheita, e o povo precisa comer. Mesmo assim, onde está o amarelo ouro da gema do ovo? Onde estão os lucros honestos? Cadê a natureza curadora dos males? O peso devido da balança da justiça e da comercial?

           Não deve haver vanglórias ao se autopendurar num cabide de enganadores; os corruptos que se penduram neles sempre correm o risco do próprio cabide que lhes serve de apoio estar corrompido com cupins. Vai desabar de um momento para outro e cair de ponta no chão. Pesquise você, agora, na Bíblia e encontrará que nada fica oculto aos olhos Deus; nenhum mal fica sem resposta e tudo que plantamos colhemos a seu tempo.

                E no cabide da corrupção pendura-se de tudo: hormônios, agrotóxicos impiedosos, água camuflada, casamentos intencionais, remédios que cura aqui e piora ali, saúde autodestrutiva, educação manipulada, manifestação do amor monetariezada, assessores e dirigentes corruptos, construções e arquiteturas que desmoronam, altos escalões desacreditados, juros tirânicos, usura empresarial, exploração do ser humano, sexo em devassadora degradação, crianças exploradas, homens públicos desonestos, governantes inescrupulosos, lucros ilícitos e, até mesmo dentro de igrejas com barganhas corruptivas: “Doe tal valor e receba tal bênção”; “Pegue tal amuleto e mude sua vida”. Ir ao Templo é questão de crescimento espiritual e amor a Deus, não de troca de favores. O que o Senhor faz é resposta ao que você faz. E saber que toda corrupção pode ter começado lá atrás, quando a ida ao shopping foi motivo para “ficar” bonzinho; não “ser” bom como uma das tantas qualidades exigidas para se atingir a estatura do varão perfeito. Ou... num simples carrinho de supermercado que já está longe em tempo e espaço. Observar as minúsculas atitudes do dia-a-dia é excelente condição para coibirmos um futuro de infortúnios. Estudemos os versículos, por favor, e vamos em frente!

 

Claudete Teixeira Brochado da Mota

Last modified on Segunda, 19 Junho 2017 18:24

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